Uma vila inglesa a poucos quilômetros de São Paulo

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Quem me conhece sabe que sou uma das maiores fãs de São Paulo. Por aqui tem sempre uma exposição legal acontecendo, vários restaurantes charmosos e incontáveis feiras livres. Esse espírito dinâmico e multicultural de São Paulo acaba me prendendo quase sempre por aqui e não há um final de semana que eu precise quebrar a cachola atrás de um programa diferente.

Dito isso, sem querer parecer contraditória ou bipolar, preciso confessar que às vezes também curto sair de São Paulo. Mas não precisa ser pra muito longe. Há muita coisa bacana a poucos quilômetros da capital. E o melhor é que você não precisa de carro pra isso.

A CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – disponibiliza desde 2009 um serviço aos finais de semana chamado “Expresso Turístico”. São bate-voltas partindo sempre de São Paulo (da Estação da Luz) até as cidades de Jundiaí, Mogi das Cruzes e Paranapiacaba. A viagem é feita a bordo de uma composição totalmente reformada, composta por dois carros fabricados no Brasil na década de 50. É, portanto, uma excelente opção de turismo na Região Metropolitana de São Paulo.

Comprei para um domingo desses a passagem até Paranapiacaba (R$34/pessoa – ida e volta). A partida aconteceu às 8h30 e o percurso durou aproximadamente 1h30. Chegando lá, tive a chance de completar o passeio adquirindo um tour com guia oferecido pela agência Rizzatour. Eram três opções de tour: cultural, histórico/ambiental e ecológico (R$88/pessoa incluindo almoço). Mas por fim, acabei optando por curtir o lugar por conta própria.

A vila ferroviária de Paranapicaba, localizada no município de Santo André, é um desses lugares ideais pra caminhar sem pressa, observando os detalhes. Seu estilo “victorian”, proveniente da ocupação inglesa na Serra do Mar para construção da estrada de ferro Santos-Jundiaí (no final do Século XIX), está presente em todas as casas.

Da maior delas, chamada de “Castelinho”, é possível ter uma visão panorâmica de Paranapiacaba. Vale a pena visitar essa construção que já serviu de residência do engenheiro-chefe da ferrovia e hoje é museu. Se encontra no ponto mais alto da cidade e por isso mesmo, possui uma vista privilegiada.

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Outra construção emblemática da cidade é o relógio. Tido como um dos cartões postais de Paranapiacaba, ele é uma réplica do Big Ben. Outro lugar imperdível é o Museu Ferroviário; o famoso cemitério de trens. É um cenário bastante rico pra fotos, principalmente se você pegar um dia de neblina.

Por falar em neblina, algo muito comum por lá, eu mal pude enxergar a cidade assim que cheguei. Até pensei em pegar a excursão oferecida pela Rizzatour para não me perder. Mas o que poderia ser encarado como mal tempo, acabou contribuindo para o passeio. A neblina deu o tom da viagem, transformando a vila em um lugar inóspito da Inglaterra do século XIX. E isso tudo a apenas 60 km da capital.

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O Expresso Turístico parte aos domingos para Paranapiacaba; para Mogi das Cruzes, no segundo sábado do mês e para Jundiaí nos demais sábados. As passagens devem ser compradas com muita antecedência pois sempre lota e são poucas as vagas. O valor para uma pessoa custa R$32 e R$51 para duas. Esses valores incluem somente a passagem e qualquer passeio extra dentro da cidade deve ser comprado à parte, na agência Rizzatour.

Mais detalhes aqui: http://www.cptm.sp.gov.br/Expresso%2DTuristico/

Matéria publicada no São Paulo Times, dia 07.08.14.

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