Coleção verde e amarela

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Faltando poucas horas para o início da Copa do Mundo, decidi que o clima do Mundial e as cores da Seleção Brasileira deveriam invadir esse post. E assim, para essa quinta-feira com clima de estreia pra nossa seleção, trago para vocês um endereço futebolístico que encontrei um dia desses em minhas garimpagens.

Trata-se de um colecionador e sua coleção. Ele é fã de futebol desde que se entende por gente. Já a sua coleção, foi recentemente reconhecida pelo Guinness, o livro dos recordes, como a maior em volume de documentos e publicações sobre a Seleção Brasileira. Viu?! Mais verde e amarelo que isso é impossível.

Dizem que uma coleção, qualquer tipo, nos prende ao passado. Faz sentido, afinal de contas, só é possível colecionar coisas que já existem e que têm algum valor histórico. E a história da coleção do José Renato começa mais ou menos assim: em 1954, seu avô, lá em Fortaleza, funda um time com as cores da seleção brasileira, o Floresta Esporte Clube. Esse amor pela seleção contagia seu neto, que desde muito cedo começa a guardar publicações e revistas. E algo que começa com alguns exemplares de jornais doados por seu avô, acaba dando origem a uma coleção com mais de 25.000 itens.

A coleção

Em uma casa em Mairiporã (SP), num espaço que já serviu de garagem, é possível encontrar, entre esses milhares de itens, títulos bem antigos, como “A História do Futebol Paulista” de 1924, os primeiros álbuns de figurinhas da Copa, fotos originais da construção do Maracanã, várias revistinhas do Pelezinho, publicadas pela Editora Abril na década de 50 e algumas edições da “Manchete Esportiva” com fotonovelas de jogadores.

A organização do colecionador impressiona em igual medida, já que à primeira vista, tudo parece perfeitamente arrumado. E não é só impressão. José Renato garante que os 25.000 itens encontram-se catalogados em planilhas com indicação de localização na prateleira, assunto, editora, ano de lançamento, nome, autor, e em caso de jornais, também consta dia e mês.

Antes do recorde alcançado, José Renato tentou diversas vezes permitir o acesso do maior número de pessoas possível ao seu acervo, já que compartilhar a memória do futebol era o grande sonho do seu avô. Pra isso, buscou parceria com museus e entidades similares que permitissem o livre acesso público a este material. Mas não conseguiu nem mesmo com Órgãos com estreita ligação com o futebol.Isto o motivou a buscar alternativas e o reconhecimento internacional como o do Guinness World Records foi um passo importante nesse sentido. A conquista do certificado internacional permitiu que um maior número de pessoas conhecesse a sua coleção e hoje, ele garante que não tem nenhum interesse em doá-la.

Para conhecer a coleção do José Renato é preciso entrar em contato com ele para agendar sua visitação. Vale muito a pena conhecer todo esse acervo de perto e mais do que isso, poder conversar com um aficionado por futebol, profundo conhecedor de biografias de nomes históricos da seleção e escritor de vários livros relacionados ao tema. Um verdadeiro especialista, e que está sempre com as portas da sua garagem abertas.

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Para agendar sua visitação, entre em contato com o José Renato Sátiro Santiago através do seguinte e-mail: jrssjr@uol.com.br.

Matéria publicada no São Paulo Times, dia 12.06.14.

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